domingo, 31 de dezembro de 2023

Romanismo.

Surgiu também uma discussão entre eles, acerca de qual deles era considerado o maior. Lucas 22:24

"(…) A igreja foi em sua origem, um povo de irmãos guiado por irmãos. Todos recebiam a instrução de Deus, e tinham direito de chegar por si mesmos à fonte da divina luz.  João 6:45. As epístolas, que então decidiam das grandes questões de doutrina, não traziam o nome pomposo de um só homem, de um chefe. As Santas Escrituras nos ensinam que se liam simplesmente estas palavras; Os apóstolos, os anciãos, aos nossos irmãos. Atos 15:23.

(...) Os primeiros pastores ou bispos de Roma dedicaram-se cedo à conversão de aldeias e cidades que cercavam esta capital. A necessidade em que se achavam os bispos e pastores da Campanha de Roma de recorrer em casos difíceis a um diretor entendido, e o reconhecimento que deviam à igreja metropolitana, os obrigaram a ficar unidos a ela. Viu-se então o que sempre se tem visto em circunstâncias análogas: esta união tão natural degenerou em dependência. Os bispos de Roma olharam como um direito à superioridade que as igrejas vizinhas lhe haviam concedido. É de usurpações de poderes que a história se compõe em grande parte, sendo que a outra se forma da resistência daqueles cujos direitos foram usurpados. O poderio eclesiástico não podia escapar à propensão que impele o que foi elevado a querer subir ainda mais. Ele seguiu esta lei da humanidade.

Não obstante, a supremacia do bispo romano limitava-se à inspeção das igrejas que se achavam nos territórios submetidos civilmente ao prefeito de Roma. (Veja-se o 6° Canon do Concílio de Nicéia) Mas a graduação que esta cidade de imperadores ocupava no mundo, apresentava à ambição de seu primeiro pastor mais vastos destinos. A consideração de que gozavam no segundo século os bispos da cristandade era proporcionada à consideração da cidade em que residiam. Ora, Roma era a maior, a mais rica e a mais poderosa cidade do mundo Era a capital do império, a mãe dos povos. Todos os habitantes da terra lhe pertencem, disse Juliano e Claudiano a proclamou “a fonte das leis”. 

Se Roma era a rainha das cidades do universo, porque seu pastor não seria a mãe da cristandade? Porque os povos não seriam seus filhos, e sua autoridade sua lei soberana? É fácil ao coração ambicioso do homem fazer tais arrazoados, e a ambiciosa Roma os fez." Jean-Henri Merle d'Aubigné, História da Reforma do Décimo Sexto Século. 

Todavia

Jesus lhes disse: "Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores.²⁶ Mas, vocês não serão assim." Lucas 22:25,26

"Porque a igreja não tem outro Rei senão Jesus Cristo. Porque a Igreja não deve ingerir-se na política do mundo, tirar desta a sua própria inspiração nem apelar para suas espadas, suas prisões, seus tesouros. Porque a igreja vencerá pelas forças espirituais que Deus depositou em seu seio, e, acima de tudo, pelo reinado de seu Chefe adorável. Porque a Igreja não deve contar com tronos terrenos nem triunfos efêmeros, mas que a sua marcha se assemelhe à do REI: DA MANJEDOURA PARA A CRUZ, DA CRUZ PARA A COROA! 

J. H. Merle D'Aubigné, História da Reforma décimo sexto século, Vol. VI p. 247

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